Sink 400
Continuo revirando aqueles arquivos antigos. Até agora sem grandes indícios concretos da participação direta de Kitsu no grande movimento do seculo passado. Foram 4 meses na fila para utilizar o interceptador eletromagnético¹ da Universidade. E temo que tenha sido pra nada; aquilo que achamos era uma antiga conversa. Como é a mais antiga de todas as fontes, parametrizei a entrada como 1/47:
"- Kitsu! Seu pai!
- Meu pai? Sem chance! O velho é comprado.
- Ele é perfeito. Tem acesso, influência e não está na linha de frente. Abre o jogo pra ele!
- Esquece. Mais fácil ele mesmo me mandar pro exílio nos campos da Africa. Ia me tirar de vista antes que.... espera.
- O que foi?
- Ele ta aqui,
acho que sim...mas...
- Ele pode
grampear um olho Pfizer E7? E vamos vincular com um chip
neural.
- Perai cara! Você
vai... nos vamos... é seu pai. Ele pode ter sérios problemas.
Fora o risco de algo sair errado e ele morrer, ou sei lá.- E daí? Se vamos fazer, vamos até o fim! Já teve gente que pagou com a vida. A minha relação com meu pai é um preço baixo a pagar. Foda-se. E vai ser amanhã. Eu cuido do velho, relaxa. Traz o Trix aqui as 2 da manhã. Vamos ter um marionete dentro do senado!!"
(¹) De ligações telefônicas via rádio a comunicação por satélite, quase todas as comunicações do século XX e XXI emitiam ondas eletromagnéticas com um protocolo inteligível. E, no espaço, a atenuação destas ondas é quase nula - ela se propagam infinitamente. E se fosse possível ir até o local onde uma determinada onda, uma informação protocolada, se propaga neste momento? Uma onda eletromagnetica proveniente de uma ligação, por exemplo, feita ha anos atrás? Poderíamos interceptá-la como aqueles o fizeram ha tempos! O (pequeno) inconveniente é que a onda eletromagnetica se propaga no vácuo na velocidade da luz e, então, teríamos que ultrapassa-la. Impossível até nos dias de hoje. Mas a descoberta do interceptador magnético nos livrou desse inconveniente: As ondas emitidas interferem na propagação da luz de espectro visível, de modo que cada onda eletromagnetica deixa uma "impressão digital" a cada "esbarrão" em um feixe de luz. E como o que não falta no espaço são estrelas emitindo luz, aprendemos a usar filtros e triangulações que nos permitem "ler nas estrelas" as emissões eletromagneticas do passado, por meio de luzes que vem em caminho contrário, em nossa direção, na mesma velocidade da luz, viabilizando a leitura da informação, quase límpida. A tecnologia é restrita, mas estima-se que existam cerca de uma dezena de aparelhos destes no planeta. Como a terra vive sem grandes conflitos desde a grande revolução, a maioria dos aparelhos, acredita-se, tem função apenas para investigações históricas.
----------
Nenhum comentário:
Postar um comentário